Após serem presos em flagrante, a mãe e o padrasto da menina de 3 anos que morreu nesta terça-feira foram indiciados por homicídio doloso - quando há intenção de matar, de acordo com a delegada Luiza Souza, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Com a morte da menina, este é 34º homicídio registrado neste ano em Santa Maria.
A mãe da criança, de 21 anos, está recolhida no Presídio Regional de Santa Maria. O padrasto, 20 anos, está na Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm).
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A DPCA vai apurar as circunstâncias da morte e reunir provas que corroborem o indiciamento. Inicialmente, em depoimento à Brigada Militar, o casal disse que a menina havia se machucado ao cair. Depois, ambos disseram à polícia que só falariam em juízo.
O casal morava com a menina e o outro filho da mulher em uma casa na Vila Pôr do Sol, no Bairro Nova Santa Marta. Segundo vizinhos, ambas as crianças já vinham sofrendo agressões por parte da mãe e do padrasto há dias.
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Moradores relataram ao Diário que o casal aumentava o volume do som para que os vizinhos não ouvissem os gritos das crianças. E que, no último domingo, a menina apareceu com o "rosto todo inchado". A mãe teria dito que a criança havia caído. Outros moradores disseram que ouviam e viam "coisas", mas que tinham medo de denunciar.
O CASO
De acordo com a Brigada Militar, a menina deu entrada no Pronto-Atendimento (PA) do bairro Patronato, levada pela mãe e pelo padrasto, já sem os sinais vitais. Como ela chegou sem vida e apresentava diversas marcas de hematomas e escoriações pelo corpo e pelo rosto, o médico que atendeu a criança chamou a Brigada.
À guarnição, os responsáveis pela criança disseram que ela havia caído no domingo em meio a materiais de construção que estão no terreno da casa. O homem informou aos policiais que a mãe não achou necessário levar a criança ao médico no domingo porque teria dado um medicamento para aliviar os machucados. Segundo informações extra-oficiais do padrasto à BM, por volta da 1h, a mãe da menina foi até o quarto onde a criança dormia e constatou que ela espumava pela boca. Depois disso, mãe e padrasto resolveram buscar atendimento médico.
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A Polícia Civil foi acionada e esteve na casa onde a menina morava, no bairro Nova Santa Marta, em busca de indícios de possíveis sinais de violência. No local, testemunhas disseram que as agressões do padrasto e da mãe à criança eram recorrentes. Diante dos depoimentos, os dois foram levados para a delegacia e, em seguida, foram presos.